Isadora não tinha a menor ideia de aonde estava: sua cabeça doía terrivelmente! Era a famossa ressaca, que ela conhecia muito bem desde que brigara com seu amigo Felipe. Ele fazia tanta falta... E, definitivamente, ela precisava parar de beber! Mas largar esse vício não estava sendo nada fácil. Então, ela levanta da cama e tenta abrir a porta: estava trancada! Ela se desespera e abre a janela. É, a altura não era tão grande, quem sabe... Nesse instante, ela ouve um barulho na porta e, sem titubear, ela pula. Alguém grita:
- O quê foi isso?
Isadora tinha caído em cima de... Felipe! Ela não podia acreditar nisso...
- Desculpa, mas... Justo você tinha que estar aqui? Pelo menos serviu pra alguma coisa: aliviar minha queda!
- Obrigado por perguntar se eu me machuquei ou não...
- Ai Felipe, para de drama!
Nesse instante, ela vê o cara do apartamento vindo na direção deles, e se desespera:
- Por favor, só me tira daqui! Rápido!
- O que está acontecendo?
- Vamos, Felipe!
- Está bem... Mas você vai ter que me contar direitinho essa historia!
E os dois saem correndo de lá, sem dar oportunidade para o misterioso homem se aproximar.
Eles vão até uma lanchonete e fazem os pedidos. Felipe a encara:
- Vai, agora me conta tudo.
- Não aconteceu nada demais... Só fui a uma festa, bebi demais, e...
- Foi parar no apartamento de um estranho, né? Voltou a ser a garota inconsequente de quando nos conhecemos?
- Isso tudo é culpa sua!
- Até parece... Pelo menos usou camisinha... Certo?
- Não sei...
- ISADORA!
- Ai Felipe, você tem que voltar a ser o meu amigo de antes...
- Eu sou a mesma pessoa, nada mudou...
- Ah, mudou sim!
- Deixa de ser preconceituosa! Eu sempre fui gay, só nunca tive coragem de admitir...
- Que nojo...
- Não tem nada de nojento nisso...
- Está bem! Sinto falta do meu amigo...
- Ele continua aqui... Te salvando de suas encrencas, mesmo sem você merecer...
- Ai, Felipe...
- Agora me promete que vai fazer todos os exames pra ver se continua tudo bem com você!
- Pode deixar, vou agora mesmo ao médico... Me leva até lá?
- Claro... Desde que você volte a ser minha amiga...
- Hum... Tá certo, bobão! Mas quero deixar claro que não aceito... O tipo de vida que você está levando!
- Ok... Você tem direito a ter sua opinião... Mas... Então vamos?
- Vamos!
Isadora tateia seu bolso em busca do seu celular, e...
- Droga! Esqueci meu celular no apartamento daquele cara...
- Quer ir até lá buscar?
- Não mesmo! Prefiro comprar outro...
- Ok...
E os dois seguem ao hospital mais próximo, com Isadora pensando no que
faria para ter seu amigo exatamente do jeito que ele era antes...
domingo, 23 de dezembro de 2012
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Capítulo 7
Rafael Cortez ficara encucado o fim-de-semana inteiro com as palavras de Felipe Andreoli.
Depois de muito pensar, ele decide ir falar com seu irmão gêmeo:
- E aí cara, tudo bem?
- Tudo, maninho... Até que enfim resolveu vir visitar seu irmão, não? Vê se não fica estrelinha agora que está ficando famoso, hein?
- Você sabe que eu não sou desses...
- Sei... Mas o que te traz aqui, exatamente?
- Então... Você pegava homens por um tempo, né?
- Isso já tem um tempinho, mas sim... Por quê?
- Você não se lembra de ter ficado com um dos meus colegas de trabalho?
- Qual o nome dele?
- Felipe Andreoli...
- Hum... Por nome não lembro, mas é possível...
- Ai maninho, o que você aprontou...
- Não tenho culpa de ter partido uns corações por aí...
- Você não presta...
- Mas pense pelo lado positivo: quem sabe seja a sua chance de desencalhar!
- Háháhá... Muito engraçado...
- Vou ver o CQC hoje então, daí confirmo...
- Ok, mas só pode ter sido você mesmo...
- Mas e aí, quer tomar café, alguma coisa?
- Não... Preciso ir trabalhar... Alguém nessa família tem que trabalhar, né?
- Ok, bom trabalho então... E boa sorte com o Felipe!
- Se você não tiver estragado tudo...
E Rafael sai preocupado com o estado emocional de seu amigo Felipe; Ele sabia como seu irmão gêmeo podia ser bem cruel em seus relacionamentos. Então ele segue para a BAND. Chegando lá, dá de cara com Felipe:
- Oi cara, tudo bem?
- Não...
- Felipe, nós precisamos conversar...
- Como você pode não se lembrar?
- Porque não era eu!
- Como não? Nunca me esqueço de um rosto...
- Acontece que eu tenho um irmão gêmeo...
- Ah...
- Já peço desculpas pelo o que ele possa ter aprontado contigo...
- Não, tá tranquilo... Desculpa... - E Felipe não sabe aonde enfiar a cara...
- Imagina...
O silêncio entre eles é constrangedor.
- Então... Vamos trabalhar. - Diz finalmente Cortez.
- Vamos.
Felipe se sente extremamente mal com toda a situação. Então, o melhor que ele fazia era esquecer tudo... Certo? Sim, era o melhor a se fazer.
Então, ele foca no trabalho, enquanto Cortez fica imaginando como lidaria com a situação daqui pra frente. Seu irmão só o colocava em apuros, impressionante!
Mas não lhe resta muito tempo para pensar. Logo, o ritmo de trabalho se intensifica, e os preparativos para o CQC de logo mais a noite têm início.
Depois de muito pensar, ele decide ir falar com seu irmão gêmeo:
- E aí cara, tudo bem?
- Tudo, maninho... Até que enfim resolveu vir visitar seu irmão, não? Vê se não fica estrelinha agora que está ficando famoso, hein?
- Você sabe que eu não sou desses...
- Sei... Mas o que te traz aqui, exatamente?
- Então... Você pegava homens por um tempo, né?
- Isso já tem um tempinho, mas sim... Por quê?
- Você não se lembra de ter ficado com um dos meus colegas de trabalho?
- Qual o nome dele?
- Felipe Andreoli...
- Hum... Por nome não lembro, mas é possível...
- Ai maninho, o que você aprontou...
- Não tenho culpa de ter partido uns corações por aí...
- Você não presta...
- Mas pense pelo lado positivo: quem sabe seja a sua chance de desencalhar!
- Háháhá... Muito engraçado...
- Vou ver o CQC hoje então, daí confirmo...
- Ok, mas só pode ter sido você mesmo...
- Mas e aí, quer tomar café, alguma coisa?
- Não... Preciso ir trabalhar... Alguém nessa família tem que trabalhar, né?
- Ok, bom trabalho então... E boa sorte com o Felipe!
- Se você não tiver estragado tudo...
E Rafael sai preocupado com o estado emocional de seu amigo Felipe; Ele sabia como seu irmão gêmeo podia ser bem cruel em seus relacionamentos. Então ele segue para a BAND. Chegando lá, dá de cara com Felipe:
- Oi cara, tudo bem?
- Não...
- Felipe, nós precisamos conversar...
- Como você pode não se lembrar?
- Porque não era eu!
- Como não? Nunca me esqueço de um rosto...
- Acontece que eu tenho um irmão gêmeo...
- Ah...
- Já peço desculpas pelo o que ele possa ter aprontado contigo...
- Não, tá tranquilo... Desculpa... - E Felipe não sabe aonde enfiar a cara...
- Imagina...
O silêncio entre eles é constrangedor.
- Então... Vamos trabalhar. - Diz finalmente Cortez.
- Vamos.
Felipe se sente extremamente mal com toda a situação. Então, o melhor que ele fazia era esquecer tudo... Certo? Sim, era o melhor a se fazer.
Então, ele foca no trabalho, enquanto Cortez fica imaginando como lidaria com a situação daqui pra frente. Seu irmão só o colocava em apuros, impressionante!
Mas não lhe resta muito tempo para pensar. Logo, o ritmo de trabalho se intensifica, e os preparativos para o CQC de logo mais a noite têm início.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Capítulo 6
Toda a equipe do CQC se reuniu no primeiro fim-de-semana após a estreia para acertarem os detalhes do segundo programa, e se confraternizarem com um jantar à noite.
Felipe Andreoli não escondia sua tristeza e preocupação por suas materias acabarem não sendo aceitas, já que ele realmente não tinha se sentido bem durante a semana para gravar.
- O que está acontecendo com você, Felipe? - pergunta o diretor.
- Nada não, vou ficar bem...
- Espero que sim, pois essa é a sua chance! Não vá desperdiçá-la por bobagens!
- Você tem razão... Nâo vou deixar isso acontecer!
E ele fica mais aliviado ao saber que ao menos uma de suas materias iria ao ar.
Marco Luque era outro que andava distraído a semana inteira, pois não parava de pensar na garota que conhecera, por acaso. Com isso, ele acaba trombando em Felipe.
- Olha por onde anda, Marco!
- Desculpa cara, estou com o pensamento longe, confesso...
- Garota?
- Isso aí! E você, qual o seu problema?
- Garota também... Mas é só uma amiga que não me entende...
- Sei... E Marco dá uma risadinha...
- É sério!
- Tá bom, já disse que acredito!
- Sei...
E todos são chamados para irem ao restaurante mais próximo.
Todos comiam animadamente, até que Felipe avistou sua amiga Isadora. Ele vai até ela.
- Isa... Será que podemos conversar?
- Não mesmo!
- Por favor...
- Me deixa em paz!
- Você ainda vai se arrepender disso...
- Não mesmo!
E ela novamente o deixa desconsolado.
Rafael Cortez vem eu seu apoio.
- O que aconteceu? Você está bem?
- Não estou não... Mas vou ficar...
- Se quiser desabafar... Estamos aí, viu?
- Você não se lembra mesmo, né?
- Do quê?
- Ah, esquece...
Cortez fica encucado. Mas realmente não sabia do que Felipe estava falando.
Felipe não conseguia acreditar em tudo que estava acontecendo: a reação de Isadora, o reencontro com o primeiro cara de sua vida, o qual parece não se lembrar da noite que passaram juntos... Isso tudo era real? Ele não sabia de mais nada...
Rafael não entendia o que Felipe tinha dito... O que ele deveria se lembrar? Antes do CQC eles nunca tinham se encontrado... Ou já tinham? Talvez... Não, não era possível... Em uma outra oportunidade ele tiraria essa historia a limpo.
O jantar prosseguiu sem maiores interrupções, até que Marco Luque avistou a garota da trombada. Ele vai até ela.
- Olha quem está aqui: a "não te interessa"!
- Ah não, eu devo ter feito algo de muito ruim na minha encarnação passada para merecer tanta desgraça! Sai pra lá, garoto!
- Nossa, pra que tanta raiva? Isso faz mal, sabia?
- Quantas vezes eu vou ter que te falar que isso não te interessa?
Percebendo que o amigo estava em problemas, Oscar Filho vem em seu socorro.
- Algum problema, Marco?
- Só uma garota irritante que eu insisto em cortejar.
- Pois saiba que eu prefiro namorar seu amigo baixinho aí, à você!
- Nossa, valeu pela consideração! - fala Oscar.
Nesse instante, Adriana, a namorada de Luque aparece.
- Marco, o que você está fazendo falando com ela?
- Que eu saiba, nós não somos mais namorados... Lembra?
-Desculpa, eu não queria te irritar, amor... Eu estava de cabeça quente...
- Estou cansado de vocês, garotas de cabeça quente! Passar bem!
- Marco, volta aqui! O que você fez, sua ridícula? - Ela se vira para Larissa.
- Eu nada, me deixe em paz, garota!
-É sua culpa ele ter terminado tudo comigo, tenho certeza!
- Ai, me erra, garota, não quero nada com ele!
E pra confirmar essas palavras, eu fiz a maior burrice que poderia ter cometido na hora: agarrei o amigo dele, Oscar Filho.
- Ei! Que beijo foi esse?
Na hora, eu olhei para Marco. Ele estava com uma cara hiper magoada, que me doeu o coração. Então, eu saí correndo.
- Que garota doida! - falou Oscar, ao que Adriana confirmou.
Oscar voltou à mesa e se desculpou com o amigo, ao perceber o interesse dele pela garota.
- Deixa pra lá, não vale a pena...
- Não vale a pena mesmo! - confirma Oscar.
Adriana fica pensando no seu próximo passo. Tinha que fazer alguma coisa urgente para não perder Marco!
CONTINUA...
Felipe Andreoli não escondia sua tristeza e preocupação por suas materias acabarem não sendo aceitas, já que ele realmente não tinha se sentido bem durante a semana para gravar.
- O que está acontecendo com você, Felipe? - pergunta o diretor.
- Nada não, vou ficar bem...
- Espero que sim, pois essa é a sua chance! Não vá desperdiçá-la por bobagens!
- Você tem razão... Nâo vou deixar isso acontecer!
E ele fica mais aliviado ao saber que ao menos uma de suas materias iria ao ar.
Marco Luque era outro que andava distraído a semana inteira, pois não parava de pensar na garota que conhecera, por acaso. Com isso, ele acaba trombando em Felipe.
- Olha por onde anda, Marco!
- Desculpa cara, estou com o pensamento longe, confesso...
- Garota?
- Isso aí! E você, qual o seu problema?
- Garota também... Mas é só uma amiga que não me entende...
- Sei... E Marco dá uma risadinha...
- É sério!
- Tá bom, já disse que acredito!
- Sei...
E todos são chamados para irem ao restaurante mais próximo.
Todos comiam animadamente, até que Felipe avistou sua amiga Isadora. Ele vai até ela.
- Isa... Será que podemos conversar?
- Não mesmo!
- Por favor...
- Me deixa em paz!
- Você ainda vai se arrepender disso...
- Não mesmo!
E ela novamente o deixa desconsolado.
Rafael Cortez vem eu seu apoio.
- O que aconteceu? Você está bem?
- Não estou não... Mas vou ficar...
- Se quiser desabafar... Estamos aí, viu?
- Você não se lembra mesmo, né?
- Do quê?
- Ah, esquece...
Cortez fica encucado. Mas realmente não sabia do que Felipe estava falando.
Felipe não conseguia acreditar em tudo que estava acontecendo: a reação de Isadora, o reencontro com o primeiro cara de sua vida, o qual parece não se lembrar da noite que passaram juntos... Isso tudo era real? Ele não sabia de mais nada...
Rafael não entendia o que Felipe tinha dito... O que ele deveria se lembrar? Antes do CQC eles nunca tinham se encontrado... Ou já tinham? Talvez... Não, não era possível... Em uma outra oportunidade ele tiraria essa historia a limpo.
O jantar prosseguiu sem maiores interrupções, até que Marco Luque avistou a garota da trombada. Ele vai até ela.
- Olha quem está aqui: a "não te interessa"!
- Ah não, eu devo ter feito algo de muito ruim na minha encarnação passada para merecer tanta desgraça! Sai pra lá, garoto!
- Nossa, pra que tanta raiva? Isso faz mal, sabia?
- Quantas vezes eu vou ter que te falar que isso não te interessa?
Percebendo que o amigo estava em problemas, Oscar Filho vem em seu socorro.
- Algum problema, Marco?
- Só uma garota irritante que eu insisto em cortejar.
- Pois saiba que eu prefiro namorar seu amigo baixinho aí, à você!
- Nossa, valeu pela consideração! - fala Oscar.
Nesse instante, Adriana, a namorada de Luque aparece.
- Marco, o que você está fazendo falando com ela?
- Que eu saiba, nós não somos mais namorados... Lembra?
-Desculpa, eu não queria te irritar, amor... Eu estava de cabeça quente...
- Estou cansado de vocês, garotas de cabeça quente! Passar bem!
- Marco, volta aqui! O que você fez, sua ridícula? - Ela se vira para Larissa.
- Eu nada, me deixe em paz, garota!
-É sua culpa ele ter terminado tudo comigo, tenho certeza!
- Ai, me erra, garota, não quero nada com ele!
E pra confirmar essas palavras, eu fiz a maior burrice que poderia ter cometido na hora: agarrei o amigo dele, Oscar Filho.
- Ei! Que beijo foi esse?
Na hora, eu olhei para Marco. Ele estava com uma cara hiper magoada, que me doeu o coração. Então, eu saí correndo.
- Que garota doida! - falou Oscar, ao que Adriana confirmou.
Oscar voltou à mesa e se desculpou com o amigo, ao perceber o interesse dele pela garota.
- Deixa pra lá, não vale a pena...
- Não vale a pena mesmo! - confirma Oscar.
Adriana fica pensando no seu próximo passo. Tinha que fazer alguma coisa urgente para não perder Marco!
CONTINUA...
domingo, 28 de outubro de 2012
Capítulo 5
Era o dia seguinte à estreia do CQC... Rafinha estava feliz e empolgado como nunca antes! Ele acorda e procura por Letícia, mas não a encontra.
- Aonde será que foi aquela chata?
E ele lembra que ela deveria ter ensaio para a peça.
Ele toma café e pensa no que faria a seguir. Não queria ficar em casa. Estava feliz demais para isso!
Então sai a esmo pelas ruas de São Paulo. Acaba decidindo ir ver o ensaio de sua amiga. Assim, quando acabasse, poderiam fazer algum programa juntos, quem sabe.
Ele chega, e não a encontra:
- Pessoal... Vocês sabem aonde eu posso encontrar a Letícia?
- Quem? Não há ninguém com esse nome por aqui...
- Como?
Rafinha sai atordoado. Sim, era esse o teatro que ela tinha lhe dito, era essa a peça em que ela estava trabalhando... Não era?
Ele não entende mais nada e liga para a sua amiga. Ela não atende.
Ele anda tão preocupado que não nota ninguém à sua frente, trombando com alguém:
- Opa, desculpe-me... Danilo?
- Acho que sou eu mesmo, ainda... O que aconteceu?
- A Letícia... Não consigo encontrá-la!
- Ah, sua namorada...
- Não, ela... Bom... Ela disse que estava trabalhando aqui, mas ninguém parece conhecê-la por aqui... E agora ela não atende o celular...
- Que estranho... Quer que eu o ajude à procurá-la?
- Obrigado, mas não precisa...
- Imagina, eu faço questão!
- Ok... Mas eu realmente nem sei por onde começar!
- Tem algum lugar que ela gosta de frequentar por aqui?
- É... Tem sim... Vamos até o Ibirapuera...
- Ok...
Os dois se dirigem até lá, e encontram Letícia sentada num dos bancos, chorando.
- Letícia...
- Rafinha? Er... O que você está fazendo aqui?
- Eu estava preocupado com você... Fui até o teatro te procurar, e nada...
- Você foi até lá, é?
- Sim... E ninguém te conhecia por lá...
- Ai, eu sou uma inútil mesmo... Não consegui nenhum trabalho por aqui! Quer dizer, não aonde eu queria, pelo menos, só consegui como garçonete, por isso tenho trabalhado à noite... E eu não queria te preocupar...
- Pensei que não tivéssemos segredos entre a gente...
- Desculpa...
E Letícia desaba a chorar... Rafinha a abraça... Então, ela nota Danilo...
- Danilo? O que você está fazendo aqui?
- Encontrei o Rafinha preocupado com você na saída do teatro, e resolvi ajudá-lo a encontrá-la...
- Por falar nisso, obrigado, cara...
- Não tem de quê... Sei o que é perder a pessoa amada...
Letícia olha pra Rafinha com aquela cara de: "você não contou a verdade pra ele"?
- Pois é... Rafinha dá a resposta que serve tanto para Danilo, quanto para Letícia.
- Vamos para algum lugar, comer alguma coisa? - sugere Danilo.
- Vamos sim... - Concorda Letícia.
E os três seguem para a lanchonete mais próxima. Uma vez lá, eles começam a conversar sobre suas vidas.
- Danilo... O que você quis dizer sobre saber como é perder a pessoa amada? - Pergunta Letícia.
- Desculpa, mas... Eu prefiro não falar sobre isso...
- Ok...
- E não se preocupe... Agora, com um namorado famoso, você vai conseguir alguma coisa bacana...
Rafinha fica preocupado com a resposta de Letícia, e olha intensamente para ela.
- Bom... Em primeiro lugar eu quero conquistar algo por mim mesma, e não com a ajuda de ninguém... Que foi como vocês conseguiram a vaga no CQC, não?
Danilo concorda.
- E em segundo lugar... - Ela continua, apesar dos olhares de protesto de Rafinha. - O Rafinha é só meu amigo... Nós nunca tivemos, e nem teremos nada a mais do que isso... Certo, Rafa?
- Er... - Rafinha fica todo embaraçado.
- Bonito, né? Por que não me falou a verdade? - Questiona Danilo.
- Er... - Rafinha não sabe o que dizer... Danilo sorri.
- Sabia que você fica lindo, todo embaraçado?
Rafinha fica mais embaraçado ainda. Letícia se diverte.
- Está bem... O que vamos fazer agora? Afinal, temos tooooodo o dia pela frente... - E ela olha com cara de inocente para seu amigo.
- Nâo temos não! Você precisa... Ou melhor, você vai naquele treatro se apresentar e, quem sabe, conseguir alguma vaga naquela peça!
- Mas eu já fui até lá! Não há vagas...
- Isso era antes... Se vc quer alguma coisa, você tem que insistir, sabia? Quando eu estava saindo, ouvi algo sobre o elenco estar desfalcado...
- Jura? Aquela peça é maravilhosa! Vi a noite de estreia deles, é realmente muito boa...
- Então vamos lá agora!
- Vamos, Danilo? - Pede Letícia.
- Adoraria ir, mas eu realmente tenho um compromisso agora...
- Ah... - Rafinha fica decepcionado...
- É que minha mãe quer saber como foi minha estreia e tal... Prometi que passaria o dia com ela...
- Ah, claro, vai lá... - E Rafinha fica aliviado, pois pensava se tratar de alguma namorada ou algo do tipo. Letícia percebe a preocupação do amigo, e sorri.
Os três se despedem. Quando Danilo já estava longe...
- Uau... Você realmente está gostando dele, não?
- Nem vem, sua chata!
- Eu, chata? Claro que não!
- Hahá...
E os dois seguem para o teatro.
- Aonde será que foi aquela chata?
E ele lembra que ela deveria ter ensaio para a peça.
Ele toma café e pensa no que faria a seguir. Não queria ficar em casa. Estava feliz demais para isso!
Então sai a esmo pelas ruas de São Paulo. Acaba decidindo ir ver o ensaio de sua amiga. Assim, quando acabasse, poderiam fazer algum programa juntos, quem sabe.
Ele chega, e não a encontra:
- Pessoal... Vocês sabem aonde eu posso encontrar a Letícia?
- Quem? Não há ninguém com esse nome por aqui...
- Como?
Rafinha sai atordoado. Sim, era esse o teatro que ela tinha lhe dito, era essa a peça em que ela estava trabalhando... Não era?
Ele não entende mais nada e liga para a sua amiga. Ela não atende.
Ele anda tão preocupado que não nota ninguém à sua frente, trombando com alguém:
- Opa, desculpe-me... Danilo?
- Acho que sou eu mesmo, ainda... O que aconteceu?
- A Letícia... Não consigo encontrá-la!
- Ah, sua namorada...
- Não, ela... Bom... Ela disse que estava trabalhando aqui, mas ninguém parece conhecê-la por aqui... E agora ela não atende o celular...
- Que estranho... Quer que eu o ajude à procurá-la?
- Obrigado, mas não precisa...
- Imagina, eu faço questão!
- Ok... Mas eu realmente nem sei por onde começar!
- Tem algum lugar que ela gosta de frequentar por aqui?
- É... Tem sim... Vamos até o Ibirapuera...
- Ok...
Os dois se dirigem até lá, e encontram Letícia sentada num dos bancos, chorando.
- Letícia...
- Rafinha? Er... O que você está fazendo aqui?
- Eu estava preocupado com você... Fui até o teatro te procurar, e nada...
- Você foi até lá, é?
- Sim... E ninguém te conhecia por lá...
- Ai, eu sou uma inútil mesmo... Não consegui nenhum trabalho por aqui! Quer dizer, não aonde eu queria, pelo menos, só consegui como garçonete, por isso tenho trabalhado à noite... E eu não queria te preocupar...
- Pensei que não tivéssemos segredos entre a gente...
- Desculpa...
E Letícia desaba a chorar... Rafinha a abraça... Então, ela nota Danilo...
- Danilo? O que você está fazendo aqui?
- Encontrei o Rafinha preocupado com você na saída do teatro, e resolvi ajudá-lo a encontrá-la...
- Por falar nisso, obrigado, cara...
- Não tem de quê... Sei o que é perder a pessoa amada...
Letícia olha pra Rafinha com aquela cara de: "você não contou a verdade pra ele"?
- Pois é... Rafinha dá a resposta que serve tanto para Danilo, quanto para Letícia.
- Vamos para algum lugar, comer alguma coisa? - sugere Danilo.
- Vamos sim... - Concorda Letícia.
E os três seguem para a lanchonete mais próxima. Uma vez lá, eles começam a conversar sobre suas vidas.
- Danilo... O que você quis dizer sobre saber como é perder a pessoa amada? - Pergunta Letícia.
- Desculpa, mas... Eu prefiro não falar sobre isso...
- Ok...
- E não se preocupe... Agora, com um namorado famoso, você vai conseguir alguma coisa bacana...
Rafinha fica preocupado com a resposta de Letícia, e olha intensamente para ela.
- Bom... Em primeiro lugar eu quero conquistar algo por mim mesma, e não com a ajuda de ninguém... Que foi como vocês conseguiram a vaga no CQC, não?
Danilo concorda.
- E em segundo lugar... - Ela continua, apesar dos olhares de protesto de Rafinha. - O Rafinha é só meu amigo... Nós nunca tivemos, e nem teremos nada a mais do que isso... Certo, Rafa?
- Er... - Rafinha fica todo embaraçado.
- Bonito, né? Por que não me falou a verdade? - Questiona Danilo.
- Er... - Rafinha não sabe o que dizer... Danilo sorri.
- Sabia que você fica lindo, todo embaraçado?
Rafinha fica mais embaraçado ainda. Letícia se diverte.
- Está bem... O que vamos fazer agora? Afinal, temos tooooodo o dia pela frente... - E ela olha com cara de inocente para seu amigo.
- Nâo temos não! Você precisa... Ou melhor, você vai naquele treatro se apresentar e, quem sabe, conseguir alguma vaga naquela peça!
- Mas eu já fui até lá! Não há vagas...
- Isso era antes... Se vc quer alguma coisa, você tem que insistir, sabia? Quando eu estava saindo, ouvi algo sobre o elenco estar desfalcado...
- Jura? Aquela peça é maravilhosa! Vi a noite de estreia deles, é realmente muito boa...
- Então vamos lá agora!
- Vamos, Danilo? - Pede Letícia.
- Adoraria ir, mas eu realmente tenho um compromisso agora...
- Ah... - Rafinha fica decepcionado...
- É que minha mãe quer saber como foi minha estreia e tal... Prometi que passaria o dia com ela...
- Ah, claro, vai lá... - E Rafinha fica aliviado, pois pensava se tratar de alguma namorada ou algo do tipo. Letícia percebe a preocupação do amigo, e sorri.
Os três se despedem. Quando Danilo já estava longe...
- Uau... Você realmente está gostando dele, não?
- Nem vem, sua chata!
- Eu, chata? Claro que não!
- Hahá...
E os dois seguem para o teatro.
domingo, 7 de outubro de 2012
Capítulo 4
Estava andando pela rua com minhas compras,quando avistei uma menina de cabelos loiros,cérebro de ervilha,alma de mosquito e incrivelmente linda. Era Adriana,a popular da escola e que tinha todos os garotos aos seus pés.
- O que meus olhos azuis estão vendo? Ou melhor,o que não estão,já que tem um elefante na minha frente...
Suspiro já acostumada a ser o alvo.
- Os seus eu não sei mas os meus vêem uma loira aguada que se acha a tal e não é nada!
- Não sabia que rinocerontes falavam...
- E eu que vacas andavam de salto...
Eu sabia que ia acabar me dando mal mas só de ver a cara de Adriana com cada resposta minha,já era por si só muito divertido e prazeroso.
- Olha,eu estou indo para uma jantar muito rico com minhas amigas milionárias e não vai ser uma Larissa gorda que vai impedir...
- Tem certeza? - A desafio. Olho para o lado e vejo uma poça de água no meio da rua. Era o oportunidade perfeita de me "vingar" daquela bruaca.
- Que foi,o cérebro deu curto circuito ou você é lerda assim mesmo? - Ela diz com cara de tédio.
- Melhor do que ter o cérebro novo,por tanta falta de uso.
- Ah,me cansei de te ouvir,coisinha... Sabe o que você merece? Isso! - Me empurra e caio com força no chão. - É,tem gente que ama o chão...
- E tem outros que vão parar nele! - E puxo seu braço,fazendo com que Adriana vá direto para a poça de água e molhe seu vestidinho de no mínimo 1.000 reais...
Bom,como você pode ver,me chamo Larissa e sou a menina mais zoada da face da Terra (é um exagero,eu sei...)
Pego as sacolas e saio feliz por meu feito. Adri me olha feio e promete que vai ter volta. Não importa,até lá eu já arranjo outra maneira de acabar com ela...
-------------------------------------------------- X--------------------------------------------------------
No meio de minha corrida noturna,percebo uma menina toda molhada e resolvo parar para ver se ela precisava de ajuda.
- Oi,está tudo bem contigo,menina? - Digo todo inocente.
- Sou eu,seu idiota...
- Adriana? O que aconteceu?
- Ah,uma gorda maldita me derrubou na poça de água...
Tento conter o riso mas era quase impossível.
- Quer que eu te acompanhe até sua casa?
- Não,eu estava indo para um jantar com minhas amigas mas agora está tudo perdido...
- Nem tanto... Você está só molhada e seu vestido nem está tão ruim assim...
- Ruim?! Tem razão,nem está... Está ridículo!!! Eu estou horrenda,meu vestido está um poço de micróbios,meu cabelo está molhado,meu sapato de 5.000 reais está todo sujo e eu sou a menina mais odiada da face da Terra! Tudo por causa daquela idiota,ela vai se ver comigo... Morte para ela é pouco e logo todos irão perceber que mexer com Adriana Marques Maldonado Maronezzi é pedir para perder sua vida inútil...
- Assim você me assusta,sabia? - E faço menção de beijá-la.
- Saí para lá,garoto! Você estava correndo e com certeza deve estar com o corpo todo suado...
- Mas você...
- Mas nada!!! Eu posso estar te namorando mas saiba que eu só amo a mim mesma e você é só um passatempo!
A raiva domina meu corpo e eu já estava cansado de tudo aquilo..
- Quer saber? Cansei de te amar e ser tratado como um copo,que você usa e joga fora...
- Ih,frase batida! Achou ela onde? Num baú?
- E se for? Pelo menos é melhor que você! Se você só ama a si mesma,consegue viver sem seu passatempo! Passar bem...
- Não,espere!!! - Ela me segura.
- O que quer? Viu que precisa de mim?
- Não,só queria dizer que te odeio!! - Grita.
- Sério? Então somos dois! Eu te odeio mas odeio mais ainda a mim mesmo por ter ficado tanto tempo com você!
Saio sem olha para trás e Adri fica lá,gritando por meu nome.
- Marco Luque!!!! Volte aqui...
Ando apressado pela rua e nem reparo numa menina que vinha com suas compras.
Acabamos nos batendo e com o impacto,caio no chão com tudo.
- Ai meu Deus,quanto mais eu rezo,mais assombração aparece! - Ela diz bufando de raiva.
- Desculpa... Eu estava apressado e nem te vi...
- Nem me viu? É cego ou o que?
Era uma menina muito linda e eu fiquei muito balançado por ela.
- Acho que fiquei cego por sua beleza... - Digo sem pensar.
- O que?!
- Nada não... - E me levanto. - Tem nome?
- Todos tem!
- E o seu é...?
- Não te interessa!
- Ei,prazer,Não Te Interessa!
- Ah,vai se ferrar!
- Boa ideia... De mal educada já basta uma... Fui!
E saio bravo dali. O que ela tinha de bonita tinha de grossa... Aff!
- Já basta uma? O que ele quis dizer com isso? - Larissa fica confusa.
Ambos vão para suas casas e nem faziam ideia do que o futuro os reservava.
- O que meus olhos azuis estão vendo? Ou melhor,o que não estão,já que tem um elefante na minha frente...
Suspiro já acostumada a ser o alvo.
- Os seus eu não sei mas os meus vêem uma loira aguada que se acha a tal e não é nada!
- Não sabia que rinocerontes falavam...
- E eu que vacas andavam de salto...
Eu sabia que ia acabar me dando mal mas só de ver a cara de Adriana com cada resposta minha,já era por si só muito divertido e prazeroso.
- Olha,eu estou indo para uma jantar muito rico com minhas amigas milionárias e não vai ser uma Larissa gorda que vai impedir...
- Tem certeza? - A desafio. Olho para o lado e vejo uma poça de água no meio da rua. Era o oportunidade perfeita de me "vingar" daquela bruaca.
- Que foi,o cérebro deu curto circuito ou você é lerda assim mesmo? - Ela diz com cara de tédio.
- Melhor do que ter o cérebro novo,por tanta falta de uso.
- Ah,me cansei de te ouvir,coisinha... Sabe o que você merece? Isso! - Me empurra e caio com força no chão. - É,tem gente que ama o chão...
- E tem outros que vão parar nele! - E puxo seu braço,fazendo com que Adriana vá direto para a poça de água e molhe seu vestidinho de no mínimo 1.000 reais...
Bom,como você pode ver,me chamo Larissa e sou a menina mais zoada da face da Terra (é um exagero,eu sei...)
Pego as sacolas e saio feliz por meu feito. Adri me olha feio e promete que vai ter volta. Não importa,até lá eu já arranjo outra maneira de acabar com ela...
-------------------------------------------------- X--------------------------------------------------------
No meio de minha corrida noturna,percebo uma menina toda molhada e resolvo parar para ver se ela precisava de ajuda.
- Oi,está tudo bem contigo,menina? - Digo todo inocente.
- Sou eu,seu idiota...
- Adriana? O que aconteceu?
- Ah,uma gorda maldita me derrubou na poça de água...
Tento conter o riso mas era quase impossível.
- Quer que eu te acompanhe até sua casa?
- Não,eu estava indo para um jantar com minhas amigas mas agora está tudo perdido...
- Nem tanto... Você está só molhada e seu vestido nem está tão ruim assim...
- Ruim?! Tem razão,nem está... Está ridículo!!! Eu estou horrenda,meu vestido está um poço de micróbios,meu cabelo está molhado,meu sapato de 5.000 reais está todo sujo e eu sou a menina mais odiada da face da Terra! Tudo por causa daquela idiota,ela vai se ver comigo... Morte para ela é pouco e logo todos irão perceber que mexer com Adriana Marques Maldonado Maronezzi é pedir para perder sua vida inútil...
- Assim você me assusta,sabia? - E faço menção de beijá-la.
- Saí para lá,garoto! Você estava correndo e com certeza deve estar com o corpo todo suado...
- Mas você...
- Mas nada!!! Eu posso estar te namorando mas saiba que eu só amo a mim mesma e você é só um passatempo!
A raiva domina meu corpo e eu já estava cansado de tudo aquilo..
- Quer saber? Cansei de te amar e ser tratado como um copo,que você usa e joga fora...
- Ih,frase batida! Achou ela onde? Num baú?
- E se for? Pelo menos é melhor que você! Se você só ama a si mesma,consegue viver sem seu passatempo! Passar bem...
- Não,espere!!! - Ela me segura.
- O que quer? Viu que precisa de mim?
- Não,só queria dizer que te odeio!! - Grita.
- Sério? Então somos dois! Eu te odeio mas odeio mais ainda a mim mesmo por ter ficado tanto tempo com você!
Saio sem olha para trás e Adri fica lá,gritando por meu nome.
- Marco Luque!!!! Volte aqui...
Ando apressado pela rua e nem reparo numa menina que vinha com suas compras.
Acabamos nos batendo e com o impacto,caio no chão com tudo.
- Ai meu Deus,quanto mais eu rezo,mais assombração aparece! - Ela diz bufando de raiva.
- Desculpa... Eu estava apressado e nem te vi...
- Nem me viu? É cego ou o que?
Era uma menina muito linda e eu fiquei muito balançado por ela.
- Acho que fiquei cego por sua beleza... - Digo sem pensar.
- O que?!
- Nada não... - E me levanto. - Tem nome?
- Todos tem!
- E o seu é...?
- Não te interessa!
- Ei,prazer,Não Te Interessa!
- Ah,vai se ferrar!
- Boa ideia... De mal educada já basta uma... Fui!
E saio bravo dali. O que ela tinha de bonita tinha de grossa... Aff!
- Já basta uma? O que ele quis dizer com isso? - Larissa fica confusa.
Ambos vão para suas casas e nem faziam ideia do que o futuro os reservava.
domingo, 30 de setembro de 2012
Capítulo 3
Felipe chega em casa após a gravação. Ficara satisfeito com a materia que fora ao ar, esperando que tenha ocorrido o mesmo com as demais. Essa era a sua chance e ele a agarraria com tudo!
Ele vai dormir, mal esperando para contar tudo para sua amiga Isadora no dia seguinte. Ele esperava poder contar também outra coisa, em breve, para ela. Ele esperava que, depois de anos de amizade, ela entendesse como ele realmente era, por dentro.
Ele já tivera várias namoradas, mas nenhuma mexera tanto com o coração dele quanto... Ele não acreditava que agora, depois de tantos anos, o destino estava unindo-os novamente!
O que o estava matando é que ele parecia não lembrar... Está certo, fora um caso de uma noite só, mas ele nunca esqueceria os beijos, e o rosto de...
Desde então, ele tivera certeza de que era diferente mas, por causa do preconceito, ainda não tivera coragem de sair do armário, e continuava namorando garotas. Tentara, inclusive, namorar Isadora, mas felizmente ela percebera que são só amigos e não deixou que isso estragasse a amizade deles!
Ela é tão importante para ele... Esperava que, quando ele lhe contasse toda a verdade, tudo continuasse como antes...
Ele dorme e, no dia seguinte, corre para a casa de Isadora.
- Isadora! - Ele grita no portão.
- Ainda bem que o meu agora amigo famoso não se esqueceu da gentália aqui!
- Eu nunca vou me esquecer de você! - E ela pula no colo dele.
Os dois se abraçam e entram na casa.
- E aí, gostou do programa?
- Amei! Principalmente, da sua sua materia! Apesar de eu não gostar de futebol...
- Ainda bem que gosta de mim, pelo menos!
- Sempre! Nada vai mudar isso! Nunca!
- Bom saber...
- O que quer dizer com isso?
- Bom... Tem tempos que eu quero te contar uma coisa... Posso?
- Claro que pode!
- Bem...
- Ande logo, não me deixe curiosa!
- Então... Sabe do que eu gosto?
- Além de mulheres e de futebol?
- De futebol eu gosto...
- Como?
- Isa... Eu tenho tido várias namoradas, mas nunca gostei realmente de nenhuma delas... Eu gosto mesmo é de homens...
- Isa... Eu tenho tido várias namoradas, mas nunca gostei realmente de nenhuma delas... Eu gosto mesmo é de homens...
- Pare de brincar, Fê!
- Eu não estou brincando...
- Tá bom, humorista...
- Eu estou falando sério! E o cara que me fez ver isso trabalha comigo agora...
- Quer dizer que... Você é gay?
- Sim...
- Isso não é possível... Isso é errado!
- Bom, é assim que eu sou...
- Não, esse não é o Felipe que eu conheço... Nem quero conhecer!
- Não fala assim, Isa...
- Não me toque! Não quero mais te ver!
- Isa...
Ela sai com tudo, deixando Felipe desolado.
- Ei, espera aí... Essa é a minha casa! Sai daqui, não quero sua doença sujando tudo aqui... Sai!
Felipe não consegue falar mais nada. Simplesmente sai, cabisbaixo.
E quando chega em casa... Desaba em seu quarto.
- Por que o mundo tem que ser assim? Por que eu sou assim? Por que eu não calei essa maldita boca? Droga...
domingo, 23 de setembro de 2012
Capítulo 2
Pra matarem a saudade, a abertura do primeiro programa:
Todos estavam compenetrados, ansiosos e nervosos para a estreia do programa. Tas, Luque e Rafinha já estavam sentados na bancada. Danilo dirige-se até lá:
- Rafinha... Então você é gaúcho, né?
- Sim... O que é que tem?
- Calma... Acontece que você sabe o que falam sobre os gaúchos... Não?
- Estou tentando me concentrar no roteiro aqui, sabia?
- Está bem, senhor mau-humorado... Bom trabalho, então!
Tinha algo em Danilo que, ao mesmo tempo em que amedrontava Rafinha, também o fascinava. Ele queria que sua amiga Letícia estivesse ali.
E chega a hora do programa. Os reporteres, que ficariam na plateia, chegam para desejar boa sorte aos membros da bancada. Luque era o mais nervoso de todos.
- Não se preocupe Marcos, vai dar tudo certo! - Diz Tas.
- É Marco, eu já disse!
- Tá bom...
Eles se cumprimentam, e o programa tem início.
Mais ou menos na metade do programa, Rafinha vê sua amiga chegar na plateia. Ele então fica muito mais confiante, e começa a deixar as piadas fluírem naturalmente, acrescentando outras que não estavam no roteiro, inclusive.
O programa termina e todos se cumprimentam, com a sensação de dever cumprido.
- Muito bem, rapazes, mas se preparem que semana que vem tem mais! - Diz o diretor.
Rafinha vai até a sua amiga.
- Que bom que você conseguiu vir!
- Adorei ter vindo, adorei o programa, você está ótimo! Só peço que tome cuidado com suas piadas, elas ainda podem te causar problemas! Isso é televisão, não é mais teatro!
- Está bem, mas eu não vou deixar de ser eu mesmo pra agradar ninguém...
- Sei bem disso... E é por isso que te admiro demais, garoto!
E os dois se abraçam. Danilo chega.
- Namorada, é?
- Lê... Esse é um dos reporteres, o Danilo Gentili...
- Prazer! Letícia.
Prazer... Até mais... Rafinha...
E ele sai, novamente intensificando seu olhar em Rafinha.
- Caramba! O que foi isso? E por que você não disse que sou só amiga?
- Sei lá... Tem algo nele que... Não sei explicar...
- Só sei que ele é um gato! E parece estar a fim de você...
- Lê, não viaja...
- Pode ter certeza de que sei do que estou falando...
- Sei... Rafinha olha pra ela, incrédulo.
- Bom... Vamos?
- Espera aí... Deixa eu te apresentar para todos.
As apresentações são feitas, e os dois vão embora, felizes da vida.
CONTINUA...
- Rafinha... Então você é gaúcho, né?
- Sim... O que é que tem?
- Calma... Acontece que você sabe o que falam sobre os gaúchos... Não?
- Estou tentando me concentrar no roteiro aqui, sabia?
- Está bem, senhor mau-humorado... Bom trabalho, então!
Tinha algo em Danilo que, ao mesmo tempo em que amedrontava Rafinha, também o fascinava. Ele queria que sua amiga Letícia estivesse ali.
E chega a hora do programa. Os reporteres, que ficariam na plateia, chegam para desejar boa sorte aos membros da bancada. Luque era o mais nervoso de todos.
- Não se preocupe Marcos, vai dar tudo certo! - Diz Tas.
- É Marco, eu já disse!
- Tá bom...
Eles se cumprimentam, e o programa tem início.
Mais ou menos na metade do programa, Rafinha vê sua amiga chegar na plateia. Ele então fica muito mais confiante, e começa a deixar as piadas fluírem naturalmente, acrescentando outras que não estavam no roteiro, inclusive.
O programa termina e todos se cumprimentam, com a sensação de dever cumprido.
- Muito bem, rapazes, mas se preparem que semana que vem tem mais! - Diz o diretor.
Rafinha vai até a sua amiga.
- Que bom que você conseguiu vir!
- Adorei ter vindo, adorei o programa, você está ótimo! Só peço que tome cuidado com suas piadas, elas ainda podem te causar problemas! Isso é televisão, não é mais teatro!
- Está bem, mas eu não vou deixar de ser eu mesmo pra agradar ninguém...
- Sei bem disso... E é por isso que te admiro demais, garoto!
E os dois se abraçam. Danilo chega.
- Namorada, é?
- Lê... Esse é um dos reporteres, o Danilo Gentili...
- Prazer! Letícia.
Prazer... Até mais... Rafinha...
E ele sai, novamente intensificando seu olhar em Rafinha.
- Caramba! O que foi isso? E por que você não disse que sou só amiga?
- Sei lá... Tem algo nele que... Não sei explicar...
- Só sei que ele é um gato! E parece estar a fim de você...
- Lê, não viaja...
- Pode ter certeza de que sei do que estou falando...
- Sei... Rafinha olha pra ela, incrédulo.
- Bom... Vamos?
- Espera aí... Deixa eu te apresentar para todos.
As apresentações são feitas, e os dois vão embora, felizes da vida.
CONTINUA...
domingo, 16 de setembro de 2012
Capítulo 1
Era o 1º dia de trabalho de Rafael Bastos Hocsman na televisão. Finalmente ele chegara lá! Sempre snhara em trabalhar com humor na TV, saíra de Porto Alegre para isso. E agora estava em São Paulo para ser um dos apresentadores do CQC - Custe o que custar, na BAND! Ele estava muito feliz, apesar da apreensão tomar conta de si. O programa tinha que dar certo!
Uma das primeiras pessoas a tomar conhecimento da notícia fora a sua grande amiga Letícia: a 1ª pessoa que ele conhecera logo que chegara em São Paulo, a única que lhe ajudara quando ele chegou com uma mão na frente e outra atrás. Ela também viera atrás de um sonho: o de ser atriz. Ela já tinha conseguido alguma coisa no teatro, mas agora que ele conseguira chegar na televisão, esperava poder ajudá-la também!
Eles ainda moravam juntos em um pequeno apartamento no centro de São Paulo, e esperava que agora, com mais dinheiro, pudessem se mudar!Ela ficara exultante com a notícia, e esperava poder acompanhá-lo em seu primeiro dia, já que o programa seria ao vivo!
Ele se preparava para sair, quando ela chega:
- Ai Rafa, desculpa, mas acho que não poderei ir com você até a BAND... Surgiu um trabalho aí... Mas a peça é às 21 hs, de repente eu consigo ir na plateia do programa! Começa às 22:15hs, né?
- Isso... Putz, queria tanto você lá... Já ia te apresentar para todo mundo!
- Algum dos reporteres é gato?
- Não sei... Espero que sim!
Isso é outra coisa que aproximou os dois: o fato de Letícia aceitá-lo como ele era, um homem que gostava de outros homens. Esse fora o motivo principal por ter saído de Porto Alegre: arelação com seus pais era a pior possível, Porto Alegre ainda era uma cidade conservadora e bastante preconceituosa, talvez por causa da fama de que os gaúchos são gays...
- BOm... Boa sorte amigo, sei que vai dar tudo certo! Você merece!
- Obrigado... E bom trabalho para você também!
Os dois se abraçam, e Rafinha segue para a BAND, aonde toda a equipe é apresentada.
- Bom pessoal, vocês poderiam se apresentar? - Pede o diretor do programa.
- Bom, eu sou o Marcelo Tas, talvez a pessoa com mais experiência em TV aqui, por isso serei o âncora do programa. Todos vão ter que me obedecer!
Todos ficam assustados.
- Brincadeira! Mas, no fundo, é verdade...
E todos caem na gargalhada.
- Próximo! - Pede o diretor. Ao ver que ninguém se habilita... - Ok, vamos começar pelos membros da bancada... Pode ser o próximo, Marcos?
- Bom, meu nome é Marcos Luque, mas eu prefiro que me chamem de Marco. Sou do interior do Paraná... E, bem... Espero que o programa dê certo, pois não tenho inteligência para conseguir algo melhor!
E todos riem novamente.
- Sua vez, Rafael... - Pede o diretor.
- Bem, meu nome é Rafael Bastos, mas podem me chamar de Rafinha.
- Rafinha? Com esse tamanho: - Todos indagam.
- Pois é... Sim, eu sou um judeu de mais de 2 metros de altura... Saberem isso acho que já basta, por ora... Ah, e sou gaúcho...
Nisso, outro reporter o olha fixamente, deixando Rafinha desconfortável. O diretor olha para ele:
- Muito bem... Pode continuar, Danilo?
- Sim... Meu nome é Danilo Gentili, sou de Santo André... Também sou grande, mas não tanto quanto o... Rafinha... - Ele novamente fixa o olhar em Rafinha. - E ainda vou ser muito famoso nessa emissora!
Todos fazem cara de descrença.
- Rafael? Rafinha faz cara de: "de novo"? Até perceber que tinha outro Rafael na equipe.
- Olá! Meu nome é Rafael Cortez e, literalmente, não sei o que estou fazendo aqui! Grato.
E todos ficam espantados.
- Felipe? - Novamente o diretor.
- Meu nome é Felipe Andreoli, e espero que ninguém ache que estou aqui porque meu pai trabalha na televisão!
- Quem? - Perguntam todos.
- Ah, não encham! - E ele volta para o canto.
- Ui! Sua vez, Oscar!
- Meu nome é Oscar Filho e sim, eu sou baixinho... Próximo!
- Acho que todos já se apresentaram. - Fala o diretor. Agora se preparem para nossa grande estreia hoje! Bom trabalho a todos!
E cada um vai para seu canto. Danilo, Cortez, Felipe e Oscar vão revisar suas materias que irão ao ar, enquanto Tas, Luque e Rafinha vão ler seus textos para apresentarem o programa à noite.
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