Eu já estava quase dormindo quando a campainha tocou. Rafinha estava do meu lado, agarrado em mim, dormindo que nem um anjo. Mesmo sabendo que eu estava gripado e que isso só poderia piorar as coisas, me levantei e atendi a porta pelado mesmo. Era Verônica.
- Veo! Que surpresa te ver por aqui! - falei, me escondendo atrás da porta. - Quanto tempo...
- Danilo, eu tenho uma coisa para te falar. - Pela cara dela, não era nada bom o que Verônica ia me dizer.
- Pode falar, Veo. - Dei uma pausa para espirrar e continuei: - Mas olhe, você não vai poder entrar... por motivos de força maior.
- Já imagino a força maior. - Ela estava quase rindo. - Você está pelado.
Escondi a cara atrás da porta com vergonha.
- Ah, Danilo, deixa disso, eu te adoro de qualquer forma. - disse Verônica. - E não vejo problema nenhum em falar por aqui mesmo.
- Então diga logo o que é. - disse eu, olhando de novo para ela.
- É o Cortez. Ele quer acabar com sua relação com o Rafinha.
Fiquei paralisado. Como ele seria capaz de uma coisa dessas?
- Mas por que, Verônica?
- Danilo, o Cortez está apaixonado por você. - disse ela, a voz vacilando. - Ele não vai sossegar enquanto estiver... no lugar... do Rafa... Você é de cima ou... de... baixo?
- Eu que dou as ordens por aqui, Veo.
Ela riu.
- Ah, então definitivamente o Cortez queria estar no lugar do Rafa. Mas eu vou cozinhar ele por uns tempos, não se preocupe. Logo ele esquece essa história e deixa vocês em paz.
Verônica estava sendo um anjo para a gente, mesmo parecendo uma cacatua toda molhada. Ela estava sendo realmente uma amigona.
- Obrigado por avisar, Verônica. - falei. - E sobre o Cortez... Pode deixar que eu cuido dele.
- Como assim, Danilo?
Ela parecia aflita, com medo de que eu fizesse alguma coisa grave contra aquele golfinho. Ela era muito amiga dele, apesar de ele ser um tonto.
- Tomarei minhas providências. - respondi. Eu sabia exatamente o que fazer para me vingar dele, mas só faria quando voltasse ao CQC. Enquanto isso, eu ia era aproveitar meu tempo ao lado do Rafinha.
quarta-feira, 28 de maio de 2014
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Capítulo 24
Danilo estava muito mal, muito mal mesmo. Espirrava toda hora, se queixava de dores nas costas e sua garganta estava muito inflamada. Ele praticamente vivia em cima daquela cama, embaixo de um cobertor e navegando na Internet. Como meu único trabalho no CQC agora era a bancada, já que todos os Protestes Já que eu tinha para fazer eu já havia feito, eu cuidava de Danilo praticamente 24 horas por dia. Outra pessoa no meu lugar ficaria brava ou faria de má vontade, mas eu estava apaixonado por ele e não me importava de ser a "babá".
Um dia, fui arrumar a mochila dele e achei um desenho. Danilo sempre desenhou muito bem, então eu não tive porque não abrir. Vocês deviam ver minha cara quando eu vi que aquele desenho era de mim... pelado! E sem querer me gabar, estava igualzinho. Corri pro quarto e mostrei o desenho para ele.
- Você pode me explicar isso aqui? - perguntei, fingindo que estava bravo. Mas na verdade, eu tinha gostado.
- É... bem... eu... - Ele estava tão bonitinho, todo encabulado... - Não era para você ver... Digo, não agora, mas...
Um espirro o interrompeu e ele pegou um lenço de papel para assoar o nariz. Aproveitei isso para me sentar do lado dele na cama.
- Ficou ótimo! - falei, e vi um sorriso lindo se abrir. - Você desenha muito bem.
- Rafa... - disse ele, jogando o lenço num balde que estava perto da cama. - Você já está há dois dias aqui comigo. Como você ainda não pegou gripe?
- Eu tomo vacina contra gripe. - respondi. - A clínica é lá em Higienópolis. Custa uns 200 reais, mais ou menos.
- Isso tudo? Puxa, é muito caro para um salário como o que a gente ganha no CQC...
- Mas vale a pena, não vale?
- Vale. Principalmente porque eu posso ficar perto de você.
- E eu, de você.
Dei um beijo nele e quando ia me afastar, ele me puxou e me deu outro beijo. Eu já sabia o que ele queria e, bem, digamos que eu estava querendo também. Danilo tirou o casaco dele e o jogou longe, e eu pulei em cima dele. O que aconteceu depois todo mundo já deve ter uma noção do que é.
Um dia, fui arrumar a mochila dele e achei um desenho. Danilo sempre desenhou muito bem, então eu não tive porque não abrir. Vocês deviam ver minha cara quando eu vi que aquele desenho era de mim... pelado! E sem querer me gabar, estava igualzinho. Corri pro quarto e mostrei o desenho para ele.
- Você pode me explicar isso aqui? - perguntei, fingindo que estava bravo. Mas na verdade, eu tinha gostado.
- É... bem... eu... - Ele estava tão bonitinho, todo encabulado... - Não era para você ver... Digo, não agora, mas...
Um espirro o interrompeu e ele pegou um lenço de papel para assoar o nariz. Aproveitei isso para me sentar do lado dele na cama.
- Ficou ótimo! - falei, e vi um sorriso lindo se abrir. - Você desenha muito bem.
- Rafa... - disse ele, jogando o lenço num balde que estava perto da cama. - Você já está há dois dias aqui comigo. Como você ainda não pegou gripe?
- Eu tomo vacina contra gripe. - respondi. - A clínica é lá em Higienópolis. Custa uns 200 reais, mais ou menos.
- Isso tudo? Puxa, é muito caro para um salário como o que a gente ganha no CQC...
- Mas vale a pena, não vale?
- Vale. Principalmente porque eu posso ficar perto de você.
- E eu, de você.
Dei um beijo nele e quando ia me afastar, ele me puxou e me deu outro beijo. Eu já sabia o que ele queria e, bem, digamos que eu estava querendo também. Danilo tirou o casaco dele e o jogou longe, e eu pulei em cima dele. O que aconteceu depois todo mundo já deve ter uma noção do que é.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Capítulo 23
Adriana estava saindo da faculdade quando viu Larissa do lado de fora, conversando com um professor. Assim que o homem foi embora, Adriana avançou na direção de Larissa e lhe deu um tapa.
- O que é isso? - gritou ela, assustada. - Você está louca?
- Nojenta. Idiota. Vagabunda. - Adriana não cabia em si de tanto ódio. - Não se contentou só com o Oscar e agora está roubando meu namorado de mim!
Larissa não conseguia entender nada. O que diabos Adriana queria dizer com aquilo? Se ela não estivesse com um pouco de bom-humor, iria acabar retribuindo o tapa com mais outros tantos...
- Pois se prepara agora então. - disse Adriana, histérica. - Eu vou transformar sua vida num inferno, Larissa! Num inferno!
A essa altura, ela já estava irritadíssima com as ofensas que Adriana disparava contra ela. Ela tinha feito de tudo para não se irritar com a rival, mas agora não dava mais. Larissa soltou os materiais no chão, tirou o All Star do pé e partiu para cima de sua inimiga! Adriana soltou um grito fino, e depois de duas sapatadas, já estava no chão.
- Quem é a idiota aqui agora, hein? - gritava Larissa, deixando toda a raiva acumulada por anos se liberar. - Quem? Quem? Responde, Adriana!
Enquanto isso, Adriana não fazia nada a não ser gritar e chorar de dor. Depois de umas boas sapatadas, Oscar Filho apareceu do nada e deteve Larissa.
- Oscar, me solta! - gritou ela.
- Não, Larissa! - respondeu Oscar. - Pare! Você já está fora de controle!
- É isso que dá deixar uma baleia orca fora do aquário por tanto tempo! - provocou Adriana.
- Ora, sua vagabunda! - Larissa, mesmo sendo firmemente controlada por Oscar, conseguiu acertar um chute bem no queixo de sua inimiga.
- Já deu, Larissa! - gritou Oscar, assustado. - Vamos embora antes que as coisas piorem!
- Realmente, iam piorar... Pro lado dessa idiota. - respondeu Larissa, recolhendo seus livros do chão. Ela deu o braço para Oscar e eles saíram dali juntos.
- Larissa do céu, o que foi aquela surra que você deu nela? - admirou-se Oscar. - Nunca tinha visto uma surra dessas em toda a minha vida!
- Foi raiva, Oscar. Só raiva acumulada durante anos e anos.
- Essa raiva toda não combina com você. - Oscar se aproximou para beijá-la, mas Larissa o afastou.
- Desculpa, Oscar. - disse ela, encabulada. - Mas eu gosto de outra pessoa.
- Não tem problema. - falou ele, se afastando, mas não dando nenhum sinal de que tinha ficado magoado com Larissa. - Mas quem sabe um dia eu não conquisto seu coração?
Ele pegou uma bicicleta caída no chão e foi embora, pedalando. Larissa ficou ali parada, olhando ele se afastar. Aquilo que Oscar tinha falado mexeu com ela, mas ela não sabia bem de que forma...
- O que é isso? - gritou ela, assustada. - Você está louca?
- Nojenta. Idiota. Vagabunda. - Adriana não cabia em si de tanto ódio. - Não se contentou só com o Oscar e agora está roubando meu namorado de mim!
Larissa não conseguia entender nada. O que diabos Adriana queria dizer com aquilo? Se ela não estivesse com um pouco de bom-humor, iria acabar retribuindo o tapa com mais outros tantos...
- Pois se prepara agora então. - disse Adriana, histérica. - Eu vou transformar sua vida num inferno, Larissa! Num inferno!
A essa altura, ela já estava irritadíssima com as ofensas que Adriana disparava contra ela. Ela tinha feito de tudo para não se irritar com a rival, mas agora não dava mais. Larissa soltou os materiais no chão, tirou o All Star do pé e partiu para cima de sua inimiga! Adriana soltou um grito fino, e depois de duas sapatadas, já estava no chão.
- Quem é a idiota aqui agora, hein? - gritava Larissa, deixando toda a raiva acumulada por anos se liberar. - Quem? Quem? Responde, Adriana!
Enquanto isso, Adriana não fazia nada a não ser gritar e chorar de dor. Depois de umas boas sapatadas, Oscar Filho apareceu do nada e deteve Larissa.
- Oscar, me solta! - gritou ela.
- Não, Larissa! - respondeu Oscar. - Pare! Você já está fora de controle!
- É isso que dá deixar uma baleia orca fora do aquário por tanto tempo! - provocou Adriana.
- Ora, sua vagabunda! - Larissa, mesmo sendo firmemente controlada por Oscar, conseguiu acertar um chute bem no queixo de sua inimiga.
- Já deu, Larissa! - gritou Oscar, assustado. - Vamos embora antes que as coisas piorem!
- Realmente, iam piorar... Pro lado dessa idiota. - respondeu Larissa, recolhendo seus livros do chão. Ela deu o braço para Oscar e eles saíram dali juntos.
- Larissa do céu, o que foi aquela surra que você deu nela? - admirou-se Oscar. - Nunca tinha visto uma surra dessas em toda a minha vida!
- Foi raiva, Oscar. Só raiva acumulada durante anos e anos.
- Essa raiva toda não combina com você. - Oscar se aproximou para beijá-la, mas Larissa o afastou.
- Desculpa, Oscar. - disse ela, encabulada. - Mas eu gosto de outra pessoa.
- Não tem problema. - falou ele, se afastando, mas não dando nenhum sinal de que tinha ficado magoado com Larissa. - Mas quem sabe um dia eu não conquisto seu coração?
Ele pegou uma bicicleta caída no chão e foi embora, pedalando. Larissa ficou ali parada, olhando ele se afastar. Aquilo que Oscar tinha falado mexeu com ela, mas ela não sabia bem de que forma...
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Capítulo 22
- Então, Vevê, você já sabe o que fazer, não sabe? - dizia Cortez, num modo autoritário.
- Não, não sei, Rafa. - respondeu Verônica, sentada numa cadeira numa postura quase de aluna. - O que eu tenho que fazer?
- É muito simples, Vevê. - falou ele. - Você vai aparecer na porta da casa do Danilo e vai agarrar ele! O Rafinha vai ficar morto de ciúmes e vai terminar tudo. E então, o Danilo é só meu.
- Rafael, eu tenho mesmo que fazer isso?
- Vevê, você não vai me magoar, vai? - respondeu ele, segurando seu queixo e lhe dando um beijinho no nariz. - Linda!
- Claro que não, Rafael. - Verônica falou muito a contragosto. - Eu vou lá agora.
- Boa sorte, linda. Vou te acompanhar pelo celular, ok? - disse Rafael, soltando mais um beijinho no ar.
Verônica não respondeu e saiu sem guarda-chuva mesmo. Ela ligou para Cortez e foi narrando seu trajeto:
- Já estou na rua.
- Que ótimo, Vevê! - disse ele, satisfeito.
- Olha, já estou perto do prédio do Danilo. - disse ela, depois de quase meia-hora só com o telefone no ouvido, sem nada falar.
- Que bom, me mantenha informado!
E finalmente, Verônica chegou ao prédio. Então, ela iria botar seu próprio plano em prática. Como Danilo morava no 13° andar, ela apertou um botão aleatório no elevador.
- Já estou subindo, Rafa. - ela disse, fingindo estar muito animada. - Nosso plano vai dar certo!
Verônica saiu do elevador e correu até o primeiro apartamento que viu. Bateu na porta, morrendo de medo de que alguém atendesse. Não havia ninguém. Excelente! Agora, era só avisar Cortez...
- Rafa...
- O que foi, Vevê?
- Não tem ninguém em casa.
- Droga! - Depois desse grito de raiva, Cortez desligou sem se despedir. Verônica comemorou. Mais um plano maligno de Rafael tinha sido estragado por ela, sem ele saber. E já que ela estava ali, porque não fazer uma visitinha ao mais novo casal?
Verônica pegou o elevador, e dessa vez, apertou o 13.
- Não, não sei, Rafa. - respondeu Verônica, sentada numa cadeira numa postura quase de aluna. - O que eu tenho que fazer?
- É muito simples, Vevê. - falou ele. - Você vai aparecer na porta da casa do Danilo e vai agarrar ele! O Rafinha vai ficar morto de ciúmes e vai terminar tudo. E então, o Danilo é só meu.
- Rafael, eu tenho mesmo que fazer isso?
- Vevê, você não vai me magoar, vai? - respondeu ele, segurando seu queixo e lhe dando um beijinho no nariz. - Linda!
- Claro que não, Rafael. - Verônica falou muito a contragosto. - Eu vou lá agora.
- Boa sorte, linda. Vou te acompanhar pelo celular, ok? - disse Rafael, soltando mais um beijinho no ar.
Verônica não respondeu e saiu sem guarda-chuva mesmo. Ela ligou para Cortez e foi narrando seu trajeto:
- Já estou na rua.
- Que ótimo, Vevê! - disse ele, satisfeito.
- Olha, já estou perto do prédio do Danilo. - disse ela, depois de quase meia-hora só com o telefone no ouvido, sem nada falar.
- Que bom, me mantenha informado!
E finalmente, Verônica chegou ao prédio. Então, ela iria botar seu próprio plano em prática. Como Danilo morava no 13° andar, ela apertou um botão aleatório no elevador.
- Já estou subindo, Rafa. - ela disse, fingindo estar muito animada. - Nosso plano vai dar certo!
Verônica saiu do elevador e correu até o primeiro apartamento que viu. Bateu na porta, morrendo de medo de que alguém atendesse. Não havia ninguém. Excelente! Agora, era só avisar Cortez...
- Rafa...
- O que foi, Vevê?
- Não tem ninguém em casa.
- Droga! - Depois desse grito de raiva, Cortez desligou sem se despedir. Verônica comemorou. Mais um plano maligno de Rafael tinha sido estragado por ela, sem ele saber. E já que ela estava ali, porque não fazer uma visitinha ao mais novo casal?
Verônica pegou o elevador, e dessa vez, apertou o 13.
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