quarta-feira, 30 de abril de 2014

Capítulo 21

 Rafinha e Danilo chegaram no apartamento que Gentili possuía. Era um apartamento enorme e lindo, que chegava a deixar o de Letícia para trás. Mal Danilo chegou em casa, ele já se deitou no piso frio.
 - Você vai pegar a pior gripe de todas desse jeito. - falou Rafinha, se sentando ao lado dele. - Chuva, friagem...
 - Você já sabe que eu não me importo, não sa... - Danilo não conseguiu completar a frase. Um espirro o interrompeu, e mais outro, e mais outro...
 - Bem que eu falei. - Rafinha disse e lhe deu um tapinha no ombro. - Agora, se levanta daí. Você tem que tomar um banho quente e se agasalhar antes que isso piore.
 - Mas...
 - Nada de mas, mocinho. - falou Rafinha, o puxando pelo braço e o levantando. - Vem cá, eu vou cuidar de você.
 - Então você vai cuidar de mim, não é? Sei bem como...
 - Lógico que você sabe. - disse Rafinha tirando a camisa de Danilo. - Agora, termina de tirar a roupa e vai pro chuveiro.
 Danilo saiu correndo em direção ao banheiro, enquanto Rafinha ficou sentado no chão da sala. Ele estava sentindo um calor horrível, apesar de estar frio e chovendo... Será que era Danilo mexendo com ele? Ah, deixa para lá. Rafinha tirou a blusa e ficou sem camisa, justo no momento em que Gentili estava saindo do banheiro com as roupas na mão. E a primeira coisa em que ele reparou foi no belo corpo de Rafa, moldado por anos treinando basquete. Era exatamente do jeito que ele tinha imaginado e desenhado.
 - Nossa... - exclamou Danilo, espirrando em seguida. Rafinha olhou para ele e quando o viu pelado, quase teve um ataque, mas se controlou. - Rafa, você está... tremendo?
 - N-não é na-nada, Danilo. - As palavras lutavam para sair da boca de Rafinha, admirado com a visão que estava tendo. - Agora, de-i-xa as roupas aí em cima do sofá e vai pro banheiro.
 Ele deu de ombros e foi. Rafinha o empurrou para debaixo do chuveiro e deixou a água na temperatura mais quente possível. Olhando Danilo tomar banho, ele se sentiu ficar vermelho. Gentili percebeu e puxou ele pelo braço para debaixo do chuveiro.
 - Vem cá que eu acabo com a sua vergonha num instante. - disse Danilo, com um sorriso cheio de segundas intenções. - Espera... Ainda não sei do que você gosta.
 - Me fala você primeiro.
 - Olha, Rafa... Não sei se você sabe, mas eu gosto de dar as ordens por aqui.
 - Que bom, Danilo. Gosto de obedecê-las...
 Eles trocaram um longo beijo enquanto Danilo tentava abaixar as calças de Rafinha.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Capítulo 20

 Isadora estava saindo do hospital junto com Felipe, debaixo do guarda-chuva dele. Ela tinha feito uma bateria de exames e nenhum deles tinha dado algo que se preocupar. Pelo menos não até agora. Ainda havia o risco dela estar grávida... Mas ainda era cedo para saber.
 - Você precisa parar de cometer essas loucuras, Isa. - falou ele, todo preocupado. - Desse jeito você pode acabar se machucando sério.
 - E você precisa parar de se preocupar comigo como se você fosse minha mãe. - respondeu ela. - Eu sei me cuidar sozinha!
 - Não sabe. - disse ele.
 - Sei.
 - Não sabe.
 - Sei.
 - Não sabe.
 - Você quer parar, Felipe? - disse ela, brava. Isadora já tinha um começo de um plano em mente a essa altura, mas não sabia se valia a pena arriscar...
 - Eu só fiz isso pelo seu bem, Isa. - respondeu ele, magoado. - Se eu soubesse que você ia agir assim comigo, eu tinha te deixado sozinha lá no hospital...
 Felipe apressou o passo e se afastou de Isadora. Ela ficou parada ali, cheia de ideias passando por sua cabeça, até que ela correu atrás dele.
 - Felipe! Espera! - gritou ela. Quando ele se virou para olhar, ela o agarrou e lhe roubou um beijo.
 - Eu bem que te disse que sabia me cuidar sozinha. - falou Isadora, saindo na chuva mesmo e deixando Felipe ali parado e confuso com o que tinha acontecido.
 Isadora, então, teve que parar num beco para vomitar. Ela estava sentindo muita náusea desde que saiu do hospital, mas não contou nada a Felipe por medo que ele lhe enfiasse no consultório do médico de novo. Será que ela estava realmente grávida? Preocupada, Isa correu até a farmácia mais próxima e comprou logo quatro testes de gravidez de uma vez só.
 Porém, pensando melhor, ela podia usar aquilo para fazer com que Felipe voltasse a ser do jeito que ele era antes. Que ideia de gênio! Isadora então entrou num banheiro de um posto de gasolina, jogou três dos quatro testes na privada e deu descarga. Ela ainda guardaria um, para que se caso estivesse grávida mesmo, pudesse provar para Felipe. Então, Isa guardou o teste restante no bolso e saiu do posto na chuva mesmo, assobiando alegremente. Dali em diante, Felipe seria só dela. Nada de amar outros homens ou outras mulheres, talvez. Ele era dela e só dela.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Capítulo 19

 Pela primeira vez, Rafinha e Danilo tinham saído juntos. E fazia uma chuva horrível justo quando eles resolveram sair do restaurante em que estavam...
 - Droga, eu não trouxe guarda-chuva! - reclamou Rafinha. - Se a gente sair nessa chuva, Danilo, nós vamos pegar uma gripe horrível!
 - Calma, Rafa. Eu tenho a solução.
 Danilo tirou o agasalho, colocou ele por cima da cabeça de Rafinha como se fosse um véu, abraçou ele e saíram juntos na chuva.
 - Pronto, agora você está seguro! - disse ele, com um sorriso.
 - Mas você vai pegar uma gripe! - respondeu Rafinha, preocupado.
 - Não me importo. - falou Danilo, ainda sorrindo. - Qualquer desculpa para ficar mais tempo do seu lado é o que vale.
 - Bem que seu sobrenome é Gentili mesmo. - brincou Rafinha.
 - Seu idiota, quando eu te pegar você vai ver só o sobrenome! - respondeu ele, rindo.
 Rafinha correu o mais rápido que conseguia e Danilo saiu atrás dele em disparada. Depois de um tempo, ele finalmente o alcançou e o agarrou.
 - Bobão. - falou Rafinha, mostrando a língua.
 - Quem é o bobão aqui, hein? - Danilo riu e lhe tascou um beijo, no meio da chuvarada mesmo. Nenhum deles se importou se tinha alguém vendo. Estavam felizes.
 - Quem dera se nossa vida pudesse ser eternamente assim. - suspirou Rafinha.
 - E vai ser assim. - respondeu Danilo. - Se você quiser.
 Eles deram um selinho rápido e saíram abraçados rumo à casa de Danilo.
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 Enquanto isso, na casa de Adriana, ela estava esperando ele chegar de uma reunião. Ela tinha muitas perguntas para fazer para ele, principalmente sobre aquela pulseira que estava na mão de Larissa... Será que ele estaria a traindo com aquela garota gorda, feia e pobre? Não. Não podia ser. E finalmente, ele estava chegando...
 - Dri! Que surpresa bo...
 - Marcos Luque Martins, agora você vai me ouvir. - falou ela, bravíssima, se levantando do sofá. - Por que aquela pulseira que você trouxe depois da minha festa de aniversário apareceu hoje à tarde na mão da Larissa?
 Luque gelou. Como ela havia descoberto que ele tinha devolvido a pulseira para ela?
 - Você pode me explicar, por acaso? - continuou Adriana, batendo o pé no chão de raiva. - Afinal, aquela pulseira não andou sozinha até a mão dela...
 - Foi a Larissa que perdeu aquela pulseira, amor. - respondeu Marco, envergonhado. - Eu... Eu só fui lá... devolver.
 - E foi devolver mais o quê, Marco? Um abraço? Um beijo? Uns amassos, talvez?
 - Chega, Adriana! - gritou ele, revoltado. - Chega!
 Ela caiu no sofá, assustada.
 - Eu já estou farto de todas as suas frescuras e de toda essa sua futilidade! Você só pensa em poder, poder... E acaba pisando nos outros sempre que pode para conseguir isso! A vida não é sua gaiolinha de ouro onde você é o único canarinho dourado! Basta!
 - Luque, você... - disse Adriana, ainda assustada com a atitude do namorado. - Você está... me dispensando? Para ficar com a Larissa?
 - Você entendeu. - respondeu ele. - E, com toda a certeza, a Larissa é mil vezes melhor que você.
 Ele saiu sem se despedir e batendo a porta. Adriana, louca de raiva, começou a socar o sofá e atirar as almofadas para todos os lados.
 - Maldição! - gritava ela. - Maldição!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Capítulo 18

 Oscar reencontrou Cortez e dessa vez, teve certeza que era Rafael porque ele estava de regata e a tatuagem que ele tinha no braço direito estava a mostra. Oscar o pegou pelo braço e perguntou:
 - Eu só gostaria de saber o que foi que deu na sua cabeça ontem no CQC?
 - Como assim, Oscar? - Rafael estava confuso. Ai se o irmão dele tivesse aprontado alguma... - O que houve, cara?
 - Por que você me agarrou ontem no corredor?
 - Oscar, não fui eu! - disse Rafael. - Foi meu irmão. Eu estava gravando o CQTeste!
 - Ah, é? E o que você estava fazendo perto do camarim onde o Rafinha e o Danilo estavam que viu eles se beijarem?
 - C-co-como... O quê?
 Rafael gelou. Então havia um casalzinho se formando nos bastidores e ninguém estava sabendo exceto o Oscar? Marcelo Tas iria ficar sabendo disso! Isso sem contar que Cortez tinha uma leve queda por Danilo e queria aquele corpo belo e branquelo só para ele... Mas aquilo era outra história.
 - Cortez! - falou Oscar, interrompendo seus pensamentos. - Você está me ouvindo, por acaso?
 - Oscar, acredite em mim, por favor! - respondeu ele. - Foi meu irmão gêmeo! Mas eu vou dar um jeito.
 Rafael se soltou de Oscar e saiu sem se despedir. Ele pegou seu celular e ligou para sua melhor amiga, Verônica.
 - Vevê? Sou eu, Rafa!
 - Rafael, quanto tempo! - disse ela, feliz por falar com o amigo, do outro lado da linha. - Pensei até que você tinha esquecido da sua amiga aqui.
 - E como eu iria esquecer de você, meu docinho de jujuba? Ainda mais que eu tenho uma missãozinha especial e preciso da sua ajuda!
 - Sério? - Verônica sempre tinha medo de quando Rafael falava que tinha uma "missão" e precisava dela. Quando era algo ruim, ela sempre acabava com os planos de Rafael sem que ele notasse e, ainda assim, continuava amiga dele. - Pode falar, Rafa. Estou às ordens.
 - Dois lindos amiguinhos meus chamados Rafael Bastos Hocsman e Danilo Gentili Junior estão namorando pelas costas de todos os amiguinhos do CQC. - disse ele, num tom tão teatral que Verônica achou que ele estava brincando. - Isso vai contra as regras do programa e da emissora!
 Verônica achou aquilo um absurdo! Ela já havia conhecido Rafinha e Danilo - em datas diferentes - e achava que eles se completavam e formariam um belo casal. Nem é preciso dizer o quanto ela amava eles! Mas Verônica tinha medo de irritar Cortez, já que ele sabia ser cruel quando bem queria...
 - E... O que você quer que eu faça, Rafa? - falou ela, temerosa.
 - Não ficou claro, Vevê? Eu quero que você acabe com esse relacionamento para mim.
 Verônica já sabia o que fazer. Ela iria sabotar os planos de Cortez e deixar Rafinha e Danilo em paz, vivendo a vida deles. E foi assim que ela se sentiu pronta para responder a ele, na maior cara de pau:
 - Claro. Quando posso começar?

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Capítulo 17

 Cortez (se era Rafael ou seu irmão gêmeo, só Deus sabe) saiu correndo em direção ao camarim de Felipe, mas ele não estava ali. O que ele tinha em mente? Queria repetir a cena que acabara de acontecer entre Rafinha e Danilo. Finalmente achou alguém no corredor: Oscar Filho.
 "Bem, já que o Felipe não está aqui, vai com o Oscar mesmo", pensou ele.
 - Ah, oi, Cortez. - cumprimentou-o o baixinho. - Lindo dia, não?
 Cortez o agarrou e o colocou contra a parede. Oscar queria sair correndo dali, mas ele era bem mais forte.
 - Que é isso, cara? Você está louco? - gritava Oscar. Mas, não importava o quanto ele gritasse, ninguém aparecia... Ele precisava sair dali!
 - Sim, meu caro pônei. Louco por você.
 Cortez apertava Oscar tão forte contra a parede que ele pensava que aquilo ia quebrar nas costas dele.
 - O que deu na sua cabeça, cara?
 - Amor. Um amor equivalente a uma caravana de rosas vagando por esse inefável deserto de paixão que é meu peito...
 - Ok, isso é lindo, mas agora traduz!
 Oscar estava desesperado. Ele não queria fazer aquilo com Cortez... Rafael ou o irmão dele? Tanto fazia agora. O importante para ele era escapar dali, principalmente porque Cortez já ia lhe roubar um selinho... Ele virou o rosto e continuou tentando enrolá-lo:
 - De... De onde você tirou isso, Cortez?
 - Eu fiquei romanticamente inspirado depois que vi o Rafinha e o Danilo se beijando no camarim 3, antes do Rafinha sair para gravar uma matéria. - disse Cortez, fazendo uma voz sedutora que dava a Oscar vontade de rir.
 - Rafinha e Danilo... se beijando? - falou ele. Cortez finalmente largou Oscar e se afastou.
 - Exatamente, meu caro. O amor está no ar neste pequeno tubo infecto chamado CQC.
 Cortez puxou Oscar pelo braço e o segurou bem perto dele pela nuca.
 - Beije-me neste momento, Oscar Filho!
 Oscar soltou um berro e o produtor apareceu para separá-los.
 - Ei, o que está acontecendo, cara! - protestou Cortez. - Me solte, já!
 - Isso, leva ele, leva! Leva e não traz mais!
 Enquanto o produtor arrastava Cortez para fora dali, Oscar ficou sozinho com seus pensamentos. Rafinha e Danilo se beijaram? Será que eles tinham um caso? E isso era correto no CQC? Oscar estava confuso, mas decidiu que não contaria nada a Tas enquanto não soubesse de toda a história.