Danilo estava muito mal, muito mal mesmo. Espirrava toda hora, se queixava de dores nas costas e sua garganta estava muito inflamada. Ele praticamente vivia em cima daquela cama, embaixo de um cobertor e navegando na Internet. Como meu único trabalho no CQC agora era a bancada, já que todos os Protestes Já que eu tinha para fazer eu já havia feito, eu cuidava de Danilo praticamente 24 horas por dia. Outra pessoa no meu lugar ficaria brava ou faria de má vontade, mas eu estava apaixonado por ele e não me importava de ser a "babá".
Um dia, fui arrumar a mochila dele e achei um desenho. Danilo sempre desenhou muito bem, então eu não tive porque não abrir. Vocês deviam ver minha cara quando eu vi que aquele desenho era de mim... pelado! E sem querer me gabar, estava igualzinho. Corri pro quarto e mostrei o desenho para ele.
- Você pode me explicar isso aqui? - perguntei, fingindo que estava bravo. Mas na verdade, eu tinha gostado.
- É... bem... eu... - Ele estava tão bonitinho, todo encabulado... - Não era para você ver... Digo, não agora, mas...
Um espirro o interrompeu e ele pegou um lenço de papel para assoar o nariz. Aproveitei isso para me sentar do lado dele na cama.
- Ficou ótimo! - falei, e vi um sorriso lindo se abrir. - Você desenha muito bem.
- Rafa... - disse ele, jogando o lenço num balde que estava perto da cama. - Você já está há dois dias aqui comigo. Como você ainda não pegou gripe?
- Eu tomo vacina contra gripe. - respondi. - A clínica é lá em Higienópolis. Custa uns 200 reais, mais ou menos.
- Isso tudo? Puxa, é muito caro para um salário como o que a gente ganha no CQC...
- Mas vale a pena, não vale?
- Vale. Principalmente porque eu posso ficar perto de você.
- E eu, de você.
Dei um beijo nele e quando ia me afastar, ele me puxou e me deu outro beijo. Eu já sabia o que ele queria e, bem, digamos que eu estava querendo também. Danilo tirou o casaco dele e o jogou longe, e eu pulei em cima dele. O que aconteceu depois todo mundo já deve ter uma noção do que é.
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