- Então, Vevê, você já sabe o que fazer, não sabe? - dizia Cortez, num modo autoritário.
- Não, não sei, Rafa. - respondeu Verônica, sentada numa cadeira numa postura quase de aluna. - O que eu tenho que fazer?
- É muito simples, Vevê. - falou ele. - Você vai aparecer na porta da casa do Danilo e vai agarrar ele! O Rafinha vai ficar morto de ciúmes e vai terminar tudo. E então, o Danilo é só meu.
- Rafael, eu tenho mesmo que fazer isso?
- Vevê, você não vai me magoar, vai? - respondeu ele, segurando seu queixo e lhe dando um beijinho no nariz. - Linda!
- Claro que não, Rafael. - Verônica falou muito a contragosto. - Eu vou lá agora.
- Boa sorte, linda. Vou te acompanhar pelo celular, ok? - disse Rafael, soltando mais um beijinho no ar.
Verônica não respondeu e saiu sem guarda-chuva mesmo. Ela ligou para Cortez e foi narrando seu trajeto:
- Já estou na rua.
- Que ótimo, Vevê! - disse ele, satisfeito.
- Olha, já estou perto do prédio do Danilo. - disse ela, depois de quase meia-hora só com o telefone no ouvido, sem nada falar.
- Que bom, me mantenha informado!
E finalmente, Verônica chegou ao prédio. Então, ela iria botar seu próprio plano em prática. Como Danilo morava no 13° andar, ela apertou um botão aleatório no elevador.
- Já estou subindo, Rafa. - ela disse, fingindo estar muito animada. - Nosso plano vai dar certo!
Verônica saiu do elevador e correu até o primeiro apartamento que viu. Bateu na porta, morrendo de medo de que alguém atendesse. Não havia ninguém. Excelente! Agora, era só avisar Cortez...
- Rafa...
- O que foi, Vevê?
- Não tem ninguém em casa.
- Droga! - Depois desse grito de raiva, Cortez desligou sem se despedir. Verônica comemorou. Mais um plano maligno de Rafael tinha sido estragado por ela, sem ele saber. E já que ela estava ali, porque não fazer uma visitinha ao mais novo casal?
Verônica pegou o elevador, e dessa vez, apertou o 13.
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